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Síndrome do Ovário Policístico - SOP - Tire suas dúvidas sobre ela! Terça-Feira, 28 de Julho de 2015

A Síndrome do Ovário Policístico - SOP é uma doença endocrinológica caracterizada pelo aumento da produção de hormônios, levando à formação de cistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho. É tida como uma condição grave e crônica, que até o presente momento é incurável e muito frequente entre as mulheres em idade reprodutiva.

Anatomicamente, os ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno.

Dados evidenciam que entre 20% a 30% das mulheres podem desenvolver cistos nos ovários. A SOP, vem a ser uma das principais causas de subfertilidade das mulheres  e o problema endócrino mais frequente durante o período reprodutivo feminino.

 

SINTOMAS

* Ausência ou Irregularidade das menstruações, com espaçamentos entre elas. Em geral, a mulher menstrua apenas poucas vezes por ano;

* Hirsutismo – Aumento dos pelos no rosto, seios e abdômen;

* Queda de cabelo;

* Resistência insulínica (RI);

* Obesidade – Ganho significativo de peso piora a síndrome;

* Acne, pele oleosa e caspa – Em virtude da maior produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas;

* Aumento do volume ovariano;

* Infertilidade.

 

CAUSAS

Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. Acredita-se na ideia de que a Síndrome do Ovário policístico esteja ligada com uma questão genética. Porém, alguns estudos evidenciam a possibilidade de que pelo menos 50% das mulheres com essa síndrome tenham Hiperinsulinismo e o restante apresenta problemas no Hipotálamo, na Hipófise, nas Suprarrenais e/ou produz maior quantidade de Hormônios Masculinos, os quais somados ou não provocariam o desequilíbrio hormonal.

 

DIAGNÓSTICO

Para ser diagnosticada é preciso que a paciente apresente dois ou três sintomas combinados, e que seja excluída outra patologia. Além disso, o médico deve colher informações quanto:

  • Características da menstruação e sintomas recentes;

  • Peso atual, altura e pressão arterial;

  • Exame pélvico – alteração de volume, forma, textura;

  • Exames de sangue – glicemia, hormônios (testosterona, progesterona e estrogênio);

  • Ultrassonografia pélvica e/ou endovaginal.

 

TRATAMENTO

Como já foi mencionado, a Síndrome do Ovário Policístico não possui cura. Entretetanto, existem diversos tratamentos desenvolvidos sob medida e de acordo com os objetivos de cada paciente, atuando com o intuito de minimizar a sintomatologia apresentada. De forma geral, tais objetivos podem ser divididos em 04 (quatro) grandes categorias:

  • Redução dos níveis de resistência à Insulina;
  • Restauração da fertilidade;
  • Tratamento do hirsutismo ou acne; 
  • Restauração da menstruação regular e prevenção de hiperplasia endometrial e câncer endometrial.

As formas de tratamento mais comuns são:

  • Atividade Física regular;
  • Alimentação balanceada para diminuição de peso, associado ao controle da glicemia. Perder peso diminui muito dos sintomas;
  • Uso de anticoncepcionais específico para Síndrome do Ovário Policístico, que auxiliam também nos problemas de acne e hirsutismo (pelos), além de regular os níveis do excesso de testosterona;
  • Uso de anti-andrógenos – também para o regular o excesso de testosterona;
  • Uso de hipoglicemiantes orais;
  • Uso de estimulantes da menstruação;
  • Caso a paciente deseje engravidar, uso de clomifeno pode reverter a infertiliadade;
  • Cosméticos específicos para diminuir a acne;
  • Psicoterapia para controle do estresse, depressão e ansiedade causadas pelas mudanças hormonais e na aparência.

Há ainda a cirurgia ovariana, reservada como último recurso caso falhem os outros tratamentos. Em tal hipótese, os ovários policísticos são submetidos a um procedimento cirúrgico denominado de laparoscopia - "perfuração de ovário". Tal procedimento cirúrgico, frequentemente, resulta na retomada das ovulações espontâneas.




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Loanne Vasconcelos


Sobre o autor
Fisioterapeuta, Pós-Graduada em Saúde Pública, Pós-Graduada em Traumato-Ortopedia, Coordenadora da Unidade de Fisioterapia do Instituto Galba Novaes de Castro.