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Halitose - Aprenda como curar o mau hálito! Segunda-Feira, 01 de Fevereiro de 2016

Não há nada pior do que ter mau hálito. De fato, esse é um problema bastante constrangedor. A halitose, em geral, é um problema de saúde com consequências sociais e econômicas, morais e psicoafetivas tão sérias que afligem, segundo pesquisas realizadas no Brasil, aproximadamente 30% da população, cerca de 50 milhões de pessoas.

Mas o que seria o Mau Hálito? O mau hálito, também conhecido como Halitose, é a exalação de odores desagradáveis oriundos da cavidade bucal através da respiração ou da fala. Não se trata de uma doença, e sim um sinal indicativo de que alguma disfunção orgânica (que requer tratamento) ou fisiológica (que requer apenas orientação) está acontecendo.

Geralmente, as pessoas não conseguem sentir seu próprio odor, pois como o olfato se adapta rapidamente a qualquer odor constante, o portador de halitose acostuma-se com o próprio hálito, não sendo capaz de perceber o seu problema.

 

CAUSAS

As causas mais comuns do mau hálito são as de origem bucal (90 a 95% dos casos). Dentre elas, podemos citar as doenças da gengiva quando não tratadas e a língua saburrosa (uma placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada localizada no dorso posterior (fundo) da língua).

Outras causas de alteração do hálito podem incluir:

  • Dentes semi-inclusos
  • Excessos de tecido gengival
  • Feridas cirúrgicas
  • Cárie aberta e extensa
  • Próteses mal adaptadas
  • Abscessos
  • Estomatites
  • Miíase
  • Cistos dentígeros
  • Câncer de boca

Causas menos comuns de origem extra-bucal:

  • Jejum prolongado
  • Ingestão de alimentos odoríferos (capazes de alterar o hálito)
  • Quadro de diabetes não compensado
  • Hipoglicemia
  • Alterações hepáticas, renais e intestinais.

Há também um mito muito difundido de que o mau hálito vem do estômago, mas na maioria dos casos isso não é verdade, e acontece apenas em raros casos de diverticulose esofágica, uma doença que pode deixar o hálito do paciente com um odor caracteristicamente ácido, mas de forma passageira.

 

DIAGNÓSTICO

Determinar a causa do mau hálito pode ser difícil sem a ajuda de um profissional, já que existem inúmeras possibilidades para a causa.

A avaliação do paciente com Halitose pode ser dividida em três etapas fundamentais. O primeiro momento consiste em uma história clínica detalhada pesquisando as características do mau hálito, tempo de instalação da doença, sua repercussão social, tratamento odontológico, hábitos de higiene oral, quantidade de saliva, uso de medicamentos, doenças associadas e hábitos alimentares.

O segundo passo é o exame físico minucioso da cavidade oral, fossas nasais e vias aéreas superiores. Na cavidade oral, devem ser observados os dentes, estado das gengivas, presença de sangue ou restos alimentares, bolsas gengivais, características do dorso da língua e presença ou não de criptas amigdalianas com caseum.

A terceira etapa consiste na realização de exames complementares:

- Exame da halimetria com Oralchroma  para estudo computorizado do hálito. 
- Sialometria (estudo da função das glândulas salivares em repouso, com um estímulo mecânico e eventualmente com um estímulo farmacológico) 
- Teste bioquímico BANA, identificativo da presença de bactérias associadas à doença periodontal (Bacteroides forsythus, Treponema denticola e Porphyromonas gingivalis) e à produção de diversos odorivectores causadores de halitose. 
- PHmetria da língua

 

TRATAMENTO

Um bom tratamento começa com um bom diagnóstico, que identifique o tipo de halitose e as alterações que estão gerando a produção dos gases causadores do mau hálito. Para isso, o importante é procurar um profissional especialista no assunto.

Como a grande maioria dos casos tem origem na boca, o dentista costuma ser o melhor especialista para diagnosticar e tratar a halitose. Já o otorrinolaringologista pode ser o melhor médico nos casos de mau hálito originado nas amígdalas, faringe ou nariz.

 

PREVENÇÃO

No geral, a melhor forma de prevenir o mau hálito é sempre possuir bons hábitos de higiene bucal, como:

Escovar os dentes três vezes ao dia ou a cada refeição;

Usar o fio dental todos os dias;

Usar um enxaguante bucal como complemento;

Manter uma rotina a cada 6 meses com idas ao dentista;

Evitar o fumo e álcool;

Evitar jejuns prolongados, alimentando-se a cada 3 horas;

Evitar alimentos condimentados;

Beber bastante água, pelo menos 2l.

 




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Loanne Vasconcelos


Sobre o autor
Fisioterapeuta, Pós-Graduada em Saúde Pública, Pós-Graduada em Traumato-Ortopedia, Coordenadora da Unidade de Fisioterapia do Instituto Galba Novaes de Castro.