Nossa Anadia, Nossa Notícia.

O conteúdo que Anadia merece.

Atualidades,Políticas Públicas e Concursos

Devemos cuidar do nosso petróleo, sob pena de sermos os próximos Iraquianos Sexta-Feira, 05 de Dezembro de 2014

   Quando estamos estudando para concursos públicos, precisamos saber do que  ocorre na atualidade, pois as bancas costumam tocar neste assunto em diversas provas, então começaremos falando em petróleo, e quando pensamos nisso logo nos vem à cabeça os países árabes, principais produtores de petróleo no mundo e onde está localizado cerca de 30% da produção mundial. Além de considerarmos o seu maior consumidor atualmente, os Estados Unidos. Todavia, para compreendermos como a configuração da geopolítica do petróleo chegou as suas vias atuais, é necessário saber o princípio das disputas pelo controle das jazidas e da circulação do óleo negro.

   No final do século XIX, os países europeus, principalmente as duas principais potências do velho continente (Europa), Inglaterra e França, buscavam ampliar seus mercados, além das áreas para obtenção de matéria-prima. A necessidade de abastecer os centros urbanos industriais avançavam em ritmo acelerado, fazia dos dois países grandes atores na disputa pelas fontes de energia.

   O Oriente Médio, mais especificadamente o Golfo Pérsico (porção de mar que entra fundo pela terra e cuja abertura é muito larga), perto do Irã, foi uma região de intensas disputas e influências dos dois países (Inglaterra e França). É nesse contexto, que o imperialismo vai originar e aprofundar as disputas territoriais e rivalidades étnico-culturais (raças e modo de viver) que vimos atualmente (Irã, Iraque, Catar etc). Novas linhas fronteiriças são originadas conforme as necessidades de se obter as jazidas de petróleo e manter o controle das novas colônias protetoras, alterando a política dos países locais, atuando diretamente em seus governos.

  Enquanto o petróleo na segunda metade do século XIX (1850-1900), tornava-se a principal fonte energética do mundo, Inglaterra e França já construíam o caminho de escoamento do óleo no Golfo Pérsico em direção ao Mediterrâneo. O Canal de Suez (construído para permitir o transporte de mercadorias, etc. liga até hoje Porto Said, porto egípcio no Mar Mediterrâneo, a Suez, no Mar Vermelho.), localizado no Egito, seria a porta de saída dos petroleiros e de outros  navios que necessitassem fazer esta viagem, que antes duravam meses, pois havia a necessidade de contornar o continente africano.

Durante a segunda metade do século XIX até a Segunda Guerra Mundial, Inglaterra e França controlavam a partir de empresas e também ações políticas, as principais fontes de petróleo no Golfo Pérsico, além do Canal de Suez, o caminho mais curto para Europa. Contudo, após 1945 (governo de Getúlio Vargas), o aumento exponencial de seu poder e também das suas ações geopolíticas, ligadas principalmente ao controle marítimo, fez os Estados Unidos tomarem a frente no que tange a influência nos governos locais e nas tomadas de decisões no Oriente Médio. Além da entrada de empresas norte-americanas do ramo petroquímico nas nações desta região. 

Desde a Revolução técnico-científica informacional na década de 70, a produção e extração de petróleo aumentava ano após ano, devido às novas regiões do planeta que passaram pelo processo de industrialização acelerado e que vêm se mantendo até o momento, como no caso do sudeste asiático, em particular a China. Com novos atores no tabuleiro geopolítico, as forças pelo controle das reservas de petróleo no Oriente Médio e também em outras localidades, como na África, aumentaram.

Essa jogada geopolítica alterou toda uma articulação política em torno desses países, já que eles passaram a determinar os preços e assim, influenciar diretamente na economia nacional de cada país que necessitava do óleo, EUA e países da Europa Ocidental (lado oeste, esquerdo, da Europa).

Dessa forma, chegamos à configuração atual do jogo, onde há duas frentes: os países produtores tentando aumentar o preço dos barris e em muitos casos, diminuindo o ritmo de produção para que a demanda seja maior que a oferta (valorizando essa commodities - empresas que comercializam em grande quantidade minério de ferro, petróleo, carvão, sal, açúcar, café, soja, alumínio, cobre, arroz, trigo, ouro, prata, paládio e platina no mercado internacional) e os países que demandam o óleo, EUA, os países da Europa Ocidental e outros emergentes como China e Índia, buscam tanto na intervenção militar (promovendo guerras internacionais), no caso dos EUA, como também acordos bilaterais para manter o fornecimento ininterrupto e com preços baixos. O Brasil tem que ter cuidado com isso!

No entanto, o medo que não quer calar é quando os EUA precisarem de petróleo, agora após a descoberta do Pré-sal, será que não irão arranjar outra desculpa sem coerência para derrubar o governo brasileiro, e garantir mais 50 ou 80 anos de combustível fóssil? E nossa água que também será uma das riquezas mais disputadas do mundo, não será monopolizada (dominada) pelos Estados Unidos da América? Isso nos parece tão longe! Mas está mais perto de acontecer do que você imagina.

A primeira das tentativas de tomar o que é nosso já foi implementada, pois um navio brasileiro pertencente a Petrobrás que carregava os arquivos da descoberta do Pré-Sal, foi interceptado e roubaram os CDs que continham todo o projeto. E agora? O governo e a mídia trataram de esconder o caso, mas a verdade é que já existe um país estudando a lucratividade imensa que dará a camada de petróleo localizada no fundo de nossa costa litorânea. Quem viver verá! Porém, pode não haver disputa, porque o acordo já foi aprovado pelos congressistas, a exploração foi concedida à uma empresa chinesa, a qual ficará com a maioria dos lucros e nos pagará a ínfima e miserável quantia de 10% da comercialização do pré-sal, como se fosse uma esmola. Dado que, talvez, nossos intelectuais da política em Brasília, preferiram embolsar propinas, sob pena de desfrutar de um Brasil que se tornaria, a médio prazo, uma das maiores potências mundiais dos próximos anos.

 

Adaptado de Uol Vestibular, por Laelson Vilela.




// Deixe seu comentário

Laelson Vilela


Sobre o autor
Graduado em Gestão Pública, bacharelando em Direito na Universidade Federal de Alagoas. Colaborador no Instituto de Computação da mesma Universidade.