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'Empurra-empurra' entre sucessores alagoanos causa demora na convocação da Reserva Técnica da PM e arriscam a segurança da população Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2015

Jogo de 'empurra-empurra' entre sucessores alagoanos causa demora na convocação da Reserva Técnica da Polícia Militar e colocam em risco a segurança da população

Candidatos aprovados no concurso para soldado combatente da Polícia Militar do estado de Alagoas em 2012, que ficaram na reserva técnica, esperam há dois anos suas convocações para o curso de formação. Todos nós sabemos que existe a carência na segurança, e mesmo assim não são chamados.

A desculpa antes utilizada pelo ex-governador de não convocar novos funcionários devido à parolice de não ultrapassar a Lei de Responsabilidade Fiscal, que desmoronou quando o novo governador assumiu, pois o mesmo anunciou que seu antecessor havia extrapolado a LRF, e teria que aguardar uns quatro meses para colocar a casa em ordem, antes de convocar novos concursados, isso apenas chancelou a mentira absurda do motivo Ignóbil, do qual se utilizara aquele que não gostava de convocar funcionários concursados.

Entre outras, a Polícia Militar existe, para impedir o cometimento de crimes, garantir a paz da sociedade e o cumprimento das leis na sociedade. E, no entanto, esses cidadãos que precisam trabalhar, Já enfrentaram verdadeiros cortejos “religiosos” realizados em marcha solene normalmente pelas ruas de Maceió, carregando faixas e cartazes e entoando praticamente cânticos pelas suas convocações. Neste ínterim, verificamos a perpetuação do jogo de "empurra-empurra" que coloca em risco a incolumidade das pessoas e ordem dos municípios alagoanos.

Porquanto, não precisa ser nenhum “perito”, ou “cientista do INPE”, para perceber a urgência de mais segurança em nosso estado, começando pelo aumento do efetivo policial. Enquanto isso, Alagoas segue firme no topo dos rankings nacionais da violência e é apontado como o Estado onde mais pessoas morrem vítimas da violência. Jornais e revistas cansam de mostrar também que entre as capitais, Maceió é uma das mais violentas do país.

Eles, Reseva Técnica, cobram a convocação dos aprovados para ingresso no Curso de Formação de Praças. Haja vista que já passaram na maioria das fases do concurso (provas escrita e discursiva, testes físicos, avaliações medicas e entrega documental),  faltando apenas a investigação social. A julgar pelo número de efetivo insuficiente para suprir a carência do estado, por que não convocar os candidatos aptos para fazer o curso?

O governo não deu nenhuma previsão para a convocação, entretanto, acredito muito que a sociedade deseja uma explicação dos motivos pelos quais a convocação ainda não foi feita. Pois, aquilo que nos leva a fazer algo, ou justifica o nosso comportamento, deve ser colocado a par de todos, principalmente quando estamos administrando a coisa pública. A questão é que o povo não suporta mais ver sua polícia tendo viaturas sendo incendiadas, como aconteceu esses dias no interior do estado, soldados mortos a sangue frio, caçados dentro de suas próprias guaridas.

Em conclusão, “Segurança Pública” se faz com pessoas, fundamentalmente com novos combatentes. À espera de uma resposta do governo do estado, os aprovados no concurso da Polícia Militar anseiam por uma atitude meritória deste novo governador, e uma decisão positiva, serviria como prenúncio de dias melhores. Contudo, sem se dar conta da magnitude do problema da segurança pública, os governos, aqui frisando, anteriores e atuais, bem como ocorre na segurança em todo Brasil, parecem ainda viver sob o escambo da troca de seus votos por promessas que não são cumpridas.

Alguns problemas têm soluções óbvias, e com boa vontade se resolveria muito facilmente, não entendemos as motivações, ou preferimos não entender os motivos enigmáticos, pelos quais nossos governos não querem investir em segurança em nosso estado. O alagoano se refugia na fé mesmo, o que lhes garante a sanidade mental, que aparentemente falta em alguns agentes públicos que sofrem de miopia governamental.
 
Nos tempos em que se fala de governança pública e governabilidade, o que não nos falta são palavras bonitas, antes sim ausenta-nos qualidade de vida, que deveria ser subsidiada pelo governo. E embora coloquem milhões de dificuldades em não assistir a população, “sabe-se lá os motivos”! Fica então o apelo ao governador: Convoquem as reservas técnicas da PM! Porque nesta história os que foram mal na prova, quando poderiam ter ido muito bem, não foram eles, mas os que exercem o poder executivo, e se esqueceram de preencher a administração pública com funcionários livres de qualquer espécie de nepotismo.




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Laelson Vilela


Sobre o autor
Graduado em Gestão Pública, bacharelando em Direito na Universidade Federal de Alagoas. Colaborador no Instituto de Computação da mesma Universidade.