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As redes sociais e sua influência na sociedade Sexta-Feira, 10 de Julho de 2015

(Por que o homem tornou-se escravo do tempo e da internet)

Câmeras que gravam qualquer movimento, telas transmitindo notícias a todo minuto, o Estado e a mídia controlando os cidadãos. O mundo idealizado por George Orwell em seu
romance 1984, onde aparelhos denominados teletelas controlam os habitantes de Oceania vem se tornando realidade. Com a televisão e, principalmente, a internet, somos influenciados – para não dizer manipulados – todos os dias.

Tal influência ocorre, majoritariamente, através da mídia e da propaganda. Com elas, padrões de vida são disseminados a uma velocidade assombrosa, fazendo a sociedade, muitas vezes privada de consciência crítica, absorvê-los e incorporá-los como ideais próprios.

Dessemodo, deixamos de ter opinião particular para seguir os modelos ditados pelo computador,acreditando no que foi publicado, sem o devido questionamento da veracidade dos fatosapresentados.

Com isso, as novas redes sociais, surgidas nesse início do século XXI, se tornam os principais vetores da alienação cultural e social da população, uma vez que todos possuem um perfil virtual com acesso imensurável a todo o tipo de informações. Por isso, diversas empresas e personalidades se valem da criação de perfis próprios, atraindo diversos seguidores, aos quais
impõe sua maneira de agir e pensar. Esses usuários, então, se tornam mais vulneráveis e suscetíveis à manipulação virtual.

Outro ponto negativo dessas redes, como o Facebook e o Twitter, é o fato de todo o conteúdo publicado ficar armazenado na internet, permitindo a determinação do perfil dos
usuários e a escolha da melhor maneira midiática de agir para conquistá-los. Além disso, o uso indiscriminado de tais perfis possibilita a veiculação de imagens ou arquivos difamadores, servindo como ferramenta política e social para aumentar a credibilidade de determinadas personalidades, como ocorre com Nicolás Maduro em sua ditadura na Venezuela e comprometendo outras, com falsas denúncias, por exemplo.

Diante disso, é necessária a aplicação de medidas visando a um maior controle da internet. A implantação, na grade escolar brasileira, do estudo dessas novas tecnologias de informação, incluindo as redes sociais, e a consequente formação crítica dos brasileiros, seria um bom começo. Só assim, poderemos negar as previsões feitas por George Orwell e ter um futuro livre
do controle e da alienação.

Raras são as pessoas que, no mundo contemporâneo, podem passar um dia sequer sem consultar um relógio.

Seja pela necessidade de atender a um compromisso, seja para saber a
hora de um programa na TV, ou até mesmo por puro vício, o fato é que todos dependemos da medição do tempo. Isso é de tal forma comum, que muitos chegam a pensar que essa escravidão
é uma marca da vida moderna. Será?

Um olhar atento para a história permite verificar algo que nos esquecemos quando prestamos atenção apenas no presente: o homem sempre quis controlar o tempo.

Os relógios de sol de antigas civilizações são uma prova cabal disso.

Ou mesmo a percepção de fenômenos naturais que indicavam a mudança das estações. Sobre esse prisma, não há como negar que a
relação do homem com o tempo está distante de ser uma novidade que nos deixe alarmados.

Na verdade, o que ocorreu com o passar dos séculos foi uma transformação na maneira de realizar o controle do tempo, pois, com tecnologias cada vez mais sofisticadas, o ser humano passou a administrar essa medição com uma enorme exatidão e nas menores frações, o que acabou por produzir uma relação viciosa:

quanto mais preciso é o controle do tempo, mais rápidas
são as atividades;

quanto mais rápidas as atividades, maior a necessidade de controlar o tempo.

Diante desse histórico, poderíamos ficar com a sensação de que, em essência, pouco mudou.

Afinal, do relógio de sol ao relógio digital, a diferença é apenas quantitativa. No entanto,
esse não é um detalhe desprezível, haja vista a presença de relógios em todas as esferas da vida humana, regendo o funcionamento da sociedade atual. Não deixa de ser irônico:

O homem queria ter o tempo sob controle; agora, ele próprio está sob controle de sua invenção.

Ver também:
http://www.zaez.net/infografico-descubra-os-melhores-horarios-para-postar-nas-redes-sociais.html
Adap./Redaç./Enem

 




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Laelson Vilela


Sobre o autor
Graduado em Gestão Pública, bacharelando em Direito na Universidade Federal de Alagoas. Colaborador no Instituto de Computação da mesma Universidade.