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Blog do Geovan Benjoino

Governos não extinguem a violência porque ela está dentro do ser humano Sábado, 03 de Outubro de 2015

Os governos em geral e a própria sociedade tentam inelutavelmente extinguir a violência combatendo suas consequências e não sua causa, que é o desamor.

Os governos e a sociedade preferem matar. É mais simples e mais prático. Ensinar a amar requer exemplo, tempo, paciência, sabedoria e companheirismo. E isso, não é tarefa para qualquer um.

A violência nunca acabou com a violência; pelo contrário, só faz exacerbá-la produzindo malefícios a todos indistintamente.

A violência só é combatida de fato com políticas públicas efetivas que provocam conquistas e mudanças profundas em áreas vitais, como educação, saúde, moradia, trabalho, esportes e cultura e, principalmente no interior do ser humano.

A realidade mostra que em determinados momentos os governos têm que agir com mão de ferro. As vezes só o braço armado do Estado afasta a violência, mas isso em casos excepcionais; mesmo assim, ela retorna novamente porque a violência permanece entranhada no ser humano.

Como um filho de uma família desajustada pelo desemprego, alcoolismo e drogas entorpecentes pode se qualificar e se inserir no mercado de trabalho e ser um exemplo de cidadão?

Como um adolescente criado num ambiente sem perspectiva nenhuma de mudança, no qual a fome impera, conseguirá vencer na vida?

Como um ser humano gerado pelo ódio pode oferecer paz aos outros?

Como um jovem excluído de tudo tenha algo de bom para ofertar?

Enquanto a estupidez gera mais estupidez e a guerra provoca mais guerra, o amor gera mais amor produzindo um mundo mais equilibrado, mais fraternal e mais sadio.

Santo Agostinho dizia que a medida do amor é amar sem medida.

Tentar extinguir a violência com a violência é uma guerra em vão; ou seja, é enxugar gelo. É preciso desarmar o espírito para que as armas do amor possa entrar no ser humano.

O filósofo Pitágoras disse que primeiramente o coração deve ser purificado para que o amor possa entrar nele, pois o mel mais doce azeda num recipiente sujo.

Repito: sem a vivência do amor é impossível extinguir a violência




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Geovan Beijoino


Sobre o autor
Bacharel em Jornalismo pelo (CESMAC), licenciado em História pela (FABEJA-PE), cursou até o último ano de Letras pela (UNEAL). Também é técnico em Contabilidade. Atualmente cursa o 10° período de Direito na (FAMA). Publicou Seis livros: Escreveu para jornal Gazeta de Alagoas. Foi editor de "O Estadão do Tocantins", repórter da "Folha do Tocantins" e repórter da "Tribuna do Estado". No Momento edita o periódico Tribuna Popular, do qual é fundador.