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Comunicação & Performance

Dicas básicas para falar em público. Confira! Sábado, 04 de Abril de 2015

1. Dominar o medo de falar em público é o primeiro passo para quem deseja fazer uma apresentação evidentemente sobre um assunto que conheça seja aula, palestra ou uma breve exposição numa reunião. Saiba que o medo é uma das cinco emoções básicas do ser humano, se você é humano, também deve sentir a adrenalina no seu sangue quando for iniciar uma apresentação. Não pense que esse nervosismo é privilégio só seu.

2. Antes de começar sua fala, respire fundo, como se estivesse suspirando. Funciona assim: além de levar o ar para o estômago, leve-o também para os pulmões; cada vez que você repetir esse procedimento, o coração estará sendo comprimido e diminuirá seu ritmo de pulsação, portanto distribuirá a adrenalina, através de sua corrente sangüínea, de forma mais desacelerada. Você vai assumindo o controle emocional. Procure lembrar de experiências positivas que você passou na vida. Sua inteligência emocional é decisiva neste momento inicial.

3. É hora de começar. Concentre-se na saudação ao público e na idéia inicial a ser exposta. Pronuncie suas primeiras palavras em ritmo desacelerado, ou seja, fale devagar e naturalmente para ouvir melhor a sua voz.

4. As palavras, durante o planejamento da sua apresentação, devem ser escolhidas levando em consideração a experiência do público. Um português padrão como no Jornal Nacional, por exemplo transmitirão melhor sua idéia. Evite um vocabulário muito técnico, palavras difíceis, gírias ou palavrões. Claro que há situações em que deve se usar e não evitar tais verbalizações. O poder da palavra é resultado do bom senso no uso das mesmas.

5. A voz é essencial para a expressividade da fala. Assim, evite a monotonia. Como? Aumente e diminua o volume e a velocidade vocal. Cuide da sua dicção. Varie o tom ora suave, ora enérgico. Um aviso, porém: seja sempre natural, seja você mesmo. Essa expressividade vem com exercícios (ensaio do seu discurso, por exemplo) e com a experiência, não funciona ficar pensando nos recursos da voz durante toda a sua apresentação.

6. O visual do orador é, conforme pesquisas científicas na área, responsável aproximadamente por metade do seu potencial de influência diante do público. Mantenha-se em uma postura ereta, evite se apoiar em qualquer lugar que não seja a tribuna. Evite colocar, durante muito tempo, as mãos nos bolsos, atrás das costas ou em qualquer outro lugar inadequado. Coloque-as inicialmente uma sobre a outra, em forma de concha, e numa altura que se usa normalmente para bater palmas. É a posição mais aconselhável para começar. Depois deixe-as gesticularem naturalmente e volte, sempre que quiser a posição de apoio aconselhada.

7. O discurso deve ter definidas claramente, como toda mensagem, as suas três partes: introdução (vocativo e exórdio); desenvolvimento (ou corpo) e conclusão (peroração).

8. O vocativo, que deve ser um abraço sonoro na platéia, é o momento dos cumprimentos ao público por parte do orador. Pode ser formal cumprimenta-se uma ou mais autoridades presentes em uma mesa diretora, na primeira fila ou na tribuna de honra e pode ser informal neste caso, um simples Olá, pessoal ou Boa noite a todos podem ser suficientes. O estilo oratório inglês, aceito em muitos países do mundo, inclusive no Brasil, sugere que você comece com uma citação ou outro recurso que chame a atenção do público e depois faça o vocativo.

9. A introdução propriamente dita – ou exórdio – tem como objetivo primeiro conquistar o público. Como? Pode ser com um fato que desperte interesse, com uma estatística de impacto ou com um elogio sincero e apropriado para a ocasião, por exemplo. Em um discurso padrão também se deve, no início, informar aos ouvintes qual e como o assunto será abordado, ou seja, diga o que vai dizer.

10. O desenvolvimento exige que se cumpra o que prometeu na introdução. Exponha suas idéias ordenadas e logicamente. Suas afirmações devem ser acompanhadas de Exemplos, fatos, números, testemunhos e autoridades que ilustrarão e credenciarão o que você diz.

11. A conclusão deve ser preparada com o mesmo zelo com que se prepara a introdução, visto que é o auge do discurso. É hora de arrematar a sua idéia. Faça a síntese do que foi dito, mas de forma criativa como introdução, para levar o público a aceitar e a agir conforme o que você sugeriu. Como fazem os grandes oradores, avise que vai concluir com expressões como: concluindo, finalizando, portanto.

12. O público, destinatário da mensagem, deve ser analisado pelo orador para que a mensagem do falante entre em sintonia com os ouvintes. Quem são os ouvintes? Profissão, condição sócio-econômica, nível cultural, faixa etária, sexo, religião etc. Lembre-se: sem público, não existe orador. Entretanto, a grande magia da oratória está no influenciar para a sua idéia, transitando pelas ideias dos ouvintes.




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Carlos Conce


Sobre o autor
• Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ;


• Cursos superiores: Comunicação/Jornalismo, Letras e Direito;


• Cursos de pós-graduação (especialização): Comunicação e Cultura e Dinâmica de Grupo e Comportamento Organizacional;


• Formação em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM/SP;


• Diretor-presidente do Instituto Carlos Conce.


(www.carlosconce.com.br)